O Dia da Conscientização do Autismo, comemorado anualmente no dia 2 de abril, será comemorado pela Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais (APAE) de Barra de São Francisco com diversas ações. No dia 2, sábado, às 19 horas, terá apresentação musical dos alunos da Apae Antônio Lucas Alves da Silva e Manoel Joaquim Gomes, o Maninho, na Praça Municipal Arlindo Pinto da Costa, e em seguida uma palestra ministrada pelo psicopedagogo Bruno Ragetelles com o tema autismo.
No dia 4, segunda-feira, às 17 horas, será realizada uma nova palestra, durante a sessão semanal da Câmara Municipal, com o tema Conscientização do Autismo e Inclusão Social, ministrada pela terapeuta ocupacional Paula Fernandes de Sá Telles Camillo e a assistente social Ana Paula Sousa Fanti.
Dezenas de crianças atendidas pela Apae de Barra de São Francisco, acompanhadas de seus pais, e dos profissionais da Apae, participarão dos dois eventos.
A assistente social Ana Paula Sousa Fanti disse que esta é uma data muito especial e que deve ser lembrada todos os anos.
“A conscientização do Autismo não pode ser deixar de ser abordada na sociedade. Não podemos nos calar e deixar de informar sobre o que é o Autismo. Na Apae de Barra de São Francisco, nós atendemos uma grande população autista e somos centro de referência para estas pessoas. Sabemos que são muitas dúvidas, é exatamente por isso a conscientização do autismo. Quanto mais cedo houver o diagnostico, melhor será a qualidade de vida das pessoas com autismo. A APAE está de portas abertas para orientar as famílias nesse sentido”, conta.
Sobre o Autismo – Comparado a uma criança com desenvolvimento típico, normal, o autismo é uma condição que severamente compromete a capacidade de se comunicar com os outros, de perceber acontecimentos compartilhados, de expressar o que sente ou pensa nas mais diversas situações, de utilizar as palavras de acordo com o contexto e estas características atrapalham gravemente o desenvolvimento global da criança. Se não bastasse, a presença de “manias”, posturas ou atos repetitivos, rituais e interesses restritivos independente do público ou local em que a criança portadora esteja desarticula e fragmenta ainda mais a evolução de suas habilidades sociais e adaptativas nos desafios que o ambiente imprevisivelmente apresenta.
Muitas crianças com autismo têm distúrbios sensitivos e perceptivos visuais, auditivos e de sensibilidade na pele, levando a uma elevada sensibilidade para barulhos, ruídos específicos, luzes, agrupamento de pessoas e para determinadas cores e formas de ambientes. Por outro lado, podem ter baixa percepção para face humana, interpretação global das funções dos brinquedos e, enfim, ignorar momentos de controle social como regras e rotinas dos lugares onde visita.
Se o autismo fosse um problema que se iniciasse na fase adulta, seus prejuízos talvez não fossem tão grandes. Mas o fato de se iniciarem na infância seu impacto no futuro do indivíduo e na vida de seus pares (família e escola) pode ser devastadora. Afeta a alimentação, o sono e o crescimento; desestrutura a evolução de saúde mental de seus pais; expõe o portador a mais infecções, acidentes e alergias; imputa prejuízos acadêmicos muito significativos podendo até inviabilizar a aprendizagem plena e a aquisição de habilidades na grande maioria dos casos afetados. Portanto, diagnóstico precoce, neste momento, é o caminho mais eficaz para diluir e reduzir a gravidade deste mosaico de problemas.

Receba novidades por e-mail ou siga nossas redes sociais
De segunda a sexta, das 8h às 11h e 13h às 17h
(27) 37568000